{"id":23481,"date":"2026-06-24T12:47:37","date_gmt":"2026-06-24T12:47:37","guid":{"rendered":"https:\/\/nacaoverde.org\/?p=23481"},"modified":"2026-06-25T15:41:37","modified_gmt":"2026-06-25T15:41:37","slug":"sacos-plasticos-cada-vez-mais-frageis-estaremos-a-resolver-um-problema-ou-a-criar-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/sacos-plasticos-cada-vez-mais-frageis-estaremos-a-resolver-um-problema-ou-a-criar-outro\/","title":{"rendered":"Sacos pl\u00e1sticos cada vez Mais Fr\u00e1geis: Estaremos a Resolver um problema ou a Criar outro?"},"content":{"rendered":"<div id=\"cmsmasters_row_\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div id=\"cmsmasters_column_\" class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><div class=\"cmsmasters_text\">\n<p>Por: <strong>Rebela Botes<\/strong><br \/><em>Directora Executiva da Associa\u00e7\u00e3o Na\u00e7\u00e3o Verde &#8211; Ambientalista<\/em><\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- \/wp:cover --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->A crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a<strong> polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos<\/strong> tem levado muitos pa\u00edses, empresas e consumidores a procurarem alternativas para reduzir o impacto ambiental destes materiais. Em Angola, v\u00e1rias superf\u00edcies comerciais passaram a disponibilizar sacos pl\u00e1sticos mais finos e aparentemente mais leves, numa tentativa de reduzir o consumo de pl\u00e1stico. No entanto, esta pr\u00e1tica levanta uma quest\u00e3o importante: ser\u00e1 que estamos verdadeiramente a reduzir a polui\u00e7\u00e3o ou apenas a criar novos problemas para os consumidores e para o ambiente?<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->Quem faz compras regularmente nos supermercados e estabelecimentos comerciais do pa\u00eds j\u00e1 se deparou com uma situa\u00e7\u00e3o cada vez mais frequente: os sacos rasgam-se antes mesmo de chegar a casa. Produtos b\u00e1sicos como arroz, a\u00e7\u00facar, \u00f3leo, detergentes ou garrafas de \u00e1gua tornam-se dif\u00edceis de transportar porque os sacos n\u00e3o suportam o peso para o qual deveriam estar preparados.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->O resultado \u00e9 simples. Em vez de utilizar um saco, o consumidor \u00e9 obrigado a utilizar dois, tr\u00eas ou at\u00e9 mais. Na pr\u00e1tica, o consumo de pl\u00e1stico pode at\u00e9 aumentar, contrariando o objectivo inicial de redu\u00e7\u00e3o de res\u00edduos a partir do Decreto Presidencial n.\u00ba 122\/25, que institui o\u00a0<strong>Plano de Ac\u00e7\u00e3o Nacional para a Elimina\u00e7\u00e3o Progressiva de Pl\u00e1sticos de Utiliza\u00e7\u00e3o \u00danica<\/strong>.\u00a0.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->A realidade angolana torna este problema ainda mais preocupante. O pa\u00eds continua a enfrentar desafios significativos na gest\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos. Muitas comunidades n\u00e3o disp\u00f5em de sistemas eficientes de recolha selectiva, reciclagem ou valoriza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. Como consequ\u00eancia, uma parte consider\u00e1vel dos res\u00edduos pl\u00e1sticos acaba em <strong>lixeiras informais, linhas de \u00e1gua, praias, terrenos baldios e sistemas de drenagem.<\/strong><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->Durante a \u00e9poca chuvosa, os efeitos s\u00e3o particularmente vis\u00edveis. Sacos pl\u00e1sticos abandonados ou transportados pelo vento acumulam-se nas valas de drenagem e nos canais de escoamento das \u00e1guas pluviais, contribuindo para obstru\u00e7\u00f5es que agravam os riscos de inunda\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios bairros de Luanda e de outras cidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->Al\u00e9m dos impactos urbanos, existem consequ\u00eancias ambientais graves. Quando expostos ao sol e \u00e0s intemp\u00e9ries, os sacos pl\u00e1sticos degradam-se em fragmentos cada vez menores, originando micropl\u00e1sticos que contaminam o solo, os rios e os oceanos. Estes materiais podem ser ingeridos por peixes, aves e outros animais, afectando os ecossistemas e entrando na cadeia alimentar.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->A fragilidade excessiva dos sacos representa igualmente um problema econ\u00f3mico para os consumidores. Muitas fam\u00edlias pagam pelos sacos fornecidos pelos estabelecimentos comerciais e esperam, legitimamente, que estes cumpram a sua fun\u00e7\u00e3o de acondicionamento e transporte. Quando isso n\u00e3o acontece, existe uma transfer\u00eancia injusta dos custos para o cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->Importa esclarecer que defender sacos mais resistentes n\u00e3o significa defender um maior consumo de pl\u00e1stico. Pelo contr\u00e1rio. O verdadeiro caminho para a sustentabilidade passa pela redu\u00e7\u00e3o do uso de descart\u00e1veis e pela promo\u00e7\u00e3o de alternativas reutiliz\u00e1veis e duradouras. Sacos reutiliz\u00e1veis, produzidos com materiais resistentes, podem substituir centenas de sacos descart\u00e1veis ao longo da sua vida \u00fatil.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->Por outro lado, \u00e9 fundamental que Angola avance na implementa\u00e7\u00e3o efectiva de pol\u00edticas de economia circular, promovendo a recolha selectiva, a reciclagem, a responsabilidade partilhada dos produtores e a valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica dos res\u00edduos. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas na redu\u00e7\u00e3o da espessura dos sacos, mas numa transforma\u00e7\u00e3o mais profunda da forma como produzimos, consumimos e gerimos os res\u00edduos.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->As empresas, os fabricantes, os distribuidores e as autoridades p\u00fablicas devem trabalhar em conjunto para garantir que os produtos colocados no mercado respeitem padr\u00f5es m\u00ednimos de qualidade e seguran\u00e7a. Um saco que se rompe facilmente n\u00e3o protege o ambiente. Apenas gera mais desperd\u00edcio, mais insatisfa\u00e7\u00e3o e mais res\u00edduos dispersos na natureza.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->A protec\u00e7\u00e3o ambiental exige medidas eficazes e n\u00e3o apenas simb\u00f3licas. Precisamos de solu\u00e7\u00f5es que conciliem a redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o com a funcionalidade, a seguran\u00e7a e a responsabilidade social. Caso contr\u00e1rio, corremos o risco de substituir um problema conhecido por outro ainda mais dif\u00edcil de resolver.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->O futuro sustent\u00e1vel que desejamos para Angola exige decis\u00f5es baseadas em evid\u00eancias, responsabilidade colectiva e compromisso real com a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph -->A Associa\u00e7\u00e3o Na\u00e7\u00e3o Verde defende a realiza\u00e7\u00e3o de estudos sobre a qualidade dos sacos pl\u00e1sticos comercializados em Angola e a defini\u00e7\u00e3o de normas t\u00e9cnicas m\u00ednimas que garantam a sua resist\u00eancia, sem comprometer os objectivos ambientais do pa\u00eds. A sustentabilidade n\u00e3o deve ser medida apenas pela quantidade de pl\u00e1stico utilizada, mas tamb\u00e9m pela efic\u00e1cia das solu\u00e7\u00f5es adoptadas para proteger o ambiente e melhorar a qualidade de vida dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos tem levado muitos pa\u00edses, empresas e consumidores a procurarem alternativas para reduzir o impacto ambiental destes materiais.<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":23483,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-23481","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23481"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23481\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23509,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23481\/revisions\/23509"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nacaoverde.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}